quinta-feira, 8 de março de 2012

Registros de Deportados Brasileiros - Lembranças de ex

A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) decidiu aceitar o Ministério do Turismo do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Mas colocou duas condições para isso. Primeiro, que tenha a liberdade de sair do governo no ano que vem, a fim de se candidatar novamente à Prefeitura de São Paulo, se quiser. Segundo, que sua pasta receba uma injeção de recursos do governo federal e que seja preservada de cortes e contingenciamentos.

As conversas estavam encaminhadas para a aceitação das duas condições por Lula. Marta passou os últimos dias consultando aliados sobre aceitar ou não um convite que, oficialmente, ainda não havia sido feito pelo presidente até o fechamento desta edição. A formalização, porém, poderia ocorrer ainda na noite de ontem, depois de novo encontro entre Lula e o presidente do PT, Ricardo Berzoini.

A princípio, Marta estava disposta a recusar o Ministério do Turismo, que considerava um "prêmio de consolação", mas chegou à conclusão de que seria um erro dispensar um convite de Lula num momento em que o presidente da República está com a popularidade em alta. Além disso, ela ficaria sem cargo nenhum e longe dos holofotes da mídia num período de definição das candidaturas para 2008.

Para um aliado que conversou com a ex-prefeita nesta semana, Marta "não pode se dar ao luxo" de não entrar no governo agora. Ela foi atraída pela possibilidade de, mesmo contrariada em suas intenções iniciais, transformar o ministério numa vitrine. Mira-se no exemplo do atual titular da pasta, Walfrido dos Mares Guia, que começou como um ministro apagado e depois virou uma das estrelas da equipe de Lula, podendo até assumir a coordenação política. Aliados lembraram à ex-prefeita que o setor de turismo gerou 1 milhão de postos de trabalhos nos últimos quatro anos, entre formais e informais. Se ela repetir o feito, ganha cacife para a eleição presidencial de 2010. Além disso, há também a possibilidade de ganhar a Infraero em sua pasta. Ao mesmo tempo em que espera um ministério fortalecido, Marta continuará com um olho na Prefeitura de São Paulo -que ela perdeu em campanha de reeleição em 2004. Ela sabe que, se abrir mão tão cedo, seu lugar de pré-candidata será imediatamente ocupado -o primeiro da fila seria o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). De acordo com petistas que sondaram o Planalto sobre a demanda da ex-prefeita, Lula concordou em abrir uma exceção para ela na regra que estabeleceu de que seus ministros permaneçam por quatro anos. O próprio presidente tem dito que reconquistar a Prefeitura de São Paulo é um objetivo estratégico do partido no ano que vem, e que Marta poderá ser a única petista com chances reais de vitória. A ida de Marta Suplicy para a equipe de Lula criou divergências dentro do PT e do Planalto. Na versão de aliados da ex-prefeita, Lula não teria demonstrado, no início, interesse efetivo em tê-la no ministério por considerar que ela atrairia o debate sobre sua própria sucessão cedo demais. Já no Planalto essa versão era negada. Lula só não quis aceitar a nomeação da petista para Cidades para não criar atritos com o PP.


A expressão very important person (VIP), em inglês, define alguém com muito prestígio, poder e importância. Em português, nem tanto. Para muitos brasileiros que viajam a trabalho ou de férias para a Europa e os Estados Unidos, VIP quer dizer “viajante inocente preso”. O novo termo foi cunhado por um grupo de turistas do Estado do Pará – dentre eles homens e mulheres da alta sociedade de Belém –, que amargou mais de 20 horas de maus-tratos, discriminação e prisão em Nassau, capital das Bahamas, no final de fevereiro. Sem ao menos suspeitar de que algo parecido pudesse acontecer em sua viagem dos sonhos ao Caribe, eles foram retidos no próprio aeroporto e engrossaram as crescentes estatísticas dos cidadãos brasileiros barrados no Exterior e deportados sem motivo aparente.

Os 12 viajantes paraenses desembarcaram na paradisíaca ilha tropical com reservas em hotéis de luxo, passagens de ida e volta, passeios pagos e dinheiro, muito dinheiro. Tudo estava pronto para desfrutar o que há de melhor no arquipélago: o mergulho com tubarões, um esporte caro e inesquecível. Mas os sonhos desses empresários, dentistas, designers e advogados foram abortados pelos oficiais da imigração. Sem nenhuma explicação, eles foram encaminhados para uma “sala VIP” e algemados. Daí em diante, foram horas de medo e terror. Apesar de todas as evidências de que eram turistas ricos e estabelecidos, foram tratados como típicos fora-da-lei. Literalmente, a pão e água. “Fomos levados para uma penitenciária como imigrantes ilegais ou bandidos”, disse o dentista Elias Serruya, 44 anos, um dos detidos. Vinte quatro horas depois, todos foram deportados para o Brasil. A cada dia, mais e mais brasileiros passam por esse constrangimento no Exterior.

Na sexta-feira 2, a União Européia barrou a entrada de 202 deles em cidades como Madri, Paris, Lisboa, Milão e Barcelona. São as vítimas da Operação Amazon 2, realizada pela Agência de Controle de Fronteiras Externas da União Européia (Frontex), que já mandou de volta mais de 500 turistas brasileiros desde o ano passado. Apesar da magnitude, a Operação Amazon 2 não inspirou nenhuma reação mais enérgica do Itamaraty.

O publicitário carioca Daniel Brito, 27 anos, é um dos deportados. Em agosto de 2006, depois de fazer uma turnê por França, Portugal e Espanha, Brito desembarcou em Londres, na Inglaterra. Nem bem pôs os pés no aeroporto Heathrow, Daniel foi detido pela polícia de imigração. “Disseram que eu era um suspeito em potencial”, indigna-se. Brito levava consigo toda a documentação exigida aos viajantes pela União Européia: seguro saúde, dinheiro para se manter, cartão de crédito internacional, endereço de permanência e período de visita comprovados pelas passagens de ida e volta para o Brasil. Mesmo assim, foi interrogado por três vezes. Dez horas depois, foi mandado de volta para Barcelona, último local que tinha visitado. O motivo? “Disseram que meu salário não correspondia com a realidade de um brasileiro de minha idade”, conta.

A Inglaterra e os países da União Européia não exigem emissão prévia de visto de entrada para os turistas brasileiros, como fazem os Estados Unidos. O carimbo é dado na entrada. Ou seja: o risco de viajar 12 horas de avião e ouvir um não é alto. Desde 2001, depois dos atentados terroristas em Nova York, Washington, Madri e Londres, essa tarefa ficou cada vez mais difícil e desagradável. Qualquer sinal de nervosismo é interpretado como uma confissão implícita de culpa. Do quê? Não importa. Qualquer um pode ser barrado. “Eles escolhem ao acaso. Não há um critério”, opina a secretária executiva Carina Lima, 28 anos, de São Paulo.

Em dezembro passado, Carina foi para a Espanha passar 16 dias. Iria se hospedar com amigos em Madri e visitar parentes em Valencia. Já tinha passagem de volta comprada. Ao desembarcar no aeroporto Barajas, começou o pesadelo. “Foi a pior coisa que ocorreu na minha vida”, conta. Seu crime: é mulher jovem, solteira, viajava sozinha e com pouco dinheiro em espécie: 160 euros. De nada adiantou mostrar seu cartão de crédito internacional, com limite de mil euros, suficiente para a estadia. Sem nenhuma justificativa, foi enviada a uma sala desconfortável e obrigada a entregar todos os seus pertences, inclusive remédios. “Fiquei desesperada. O local parecia uma cadeia e ninguém me explicava o que estava acontecendo.” Várias pessoas amontoadas dividiam beliches imundos e apenas um único espaço para o banho. “Não tinha nem como filmar aquele lugar horrível, pois eles tiraram o meu celular”, conta. Ela passou a noite em claro, chorando. Depois de dois dias, foi deportada sem explicações. Escoltada até o avião por policiais, a moça acredita que foi considerada pelas autoridades espanholas uma garota de programa. “Jamais esquecerei os sorrisos irônicos e as piadinhas das quais fui vítima.” Carina alega que procurou o Itamaraty, mas não teve nenhum apoio. O Itamaraty diz que presta assistência jurídica aos repatriados que procuram ajuda. Segundo o Ministério, são raras as repatriações que envolvem desrespeito às leis internacionais e aos direitos humanos. Quando isso ocorre, o caso é investigado. A grande maioria dos brasileiros repatriados, segundo uma autoridade do Itamaraty que pediu para não ter o nome publicado, viaja com a intenção de trabalhar ilegalmente. Na prática, o governo parece estar lavando as mãos para o problema. “Não podemos reverter uma ação soberana de um Estado”, diz a fonte. O máximo que o Itamaraty fez foi pedir informações sobre ao alcance e a duração da Operação Amazon 2. Vai continuar esperando? Os turistas brasileiros gastam por ano mais de US$ 5 bilhões no Exterior e merecem mais respeito. Como não existe uma corte internacional que julgue casos de viajantes comuns presos injustamente e deportados, não há, na prática, a quem recorrer.

O Ministério da Justiça calcula que 15 mil turistas são repatriados a cada ano. Dez anos atrás, eram cinco mil. O País que mais deporta brasileiros é o México. Por ano, cerca de dez mil são capturados antes de tentar pular o muro que divide o país com os Estados Unidos. Mais de mil brasileiros são deportados deste país anualmente. Mas uma coisa é barrar imigrantes ilegais na fronteira. Outra, viajantes de turismo ou negócios no aeroporto. A médica mineira Márcia Barbosa, ex-presidente da Sociedade Mineira de Cardiologia e membro da American College of Cardiology, foi uma dessas vítimas.

Em 2004, depois de mais de 30 viagens ao Exterior para participar de congressos na área de saúde, Márcia foi barrada ao desembarcar em Dallas. Ela iria participar de um curso de ressonância magnética do coração. Não era sua primeira vez na terra de George W. Bush. Mesmo assim, teve o visto negado junto com outro médico e dois empresários. “Fomos interrogados como verdadeiros criminosos”, diz. Doze horas depois de ser fotografada como bandida, foi escoltada até a porta do avião e mandada de volta. “Nunca me senti tão indignada, humilhada e impotente em minha vida”, conta Márcia.

Um estudo inédito do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo, sobre as realidades e desafios do Sistema Aeroportuário de São Paulo mostra que, caso não sejam adotadas medidas para ampliar a capacidade operacional, o sistema Guarulhos/Congonhas entrará em colapso. "Existe uma demanda por transporte aéreo em São Paulo que a infra-estrutura instalada não suporta sem a redução do nível de serviço oferecido aos usuários", diz o estudo, assinado pelos professores do ITA Cláudio Jorge Pinto Alves e German Alberto Barragán de los Rios. Tomando por base um levantamento de projeções de crescimento de demanda até 2015, o estudo do ITA mostra que seria preciso ampliar de 220% a 350% a capacidade do terminal de passageiros em Congonhas, considerando cenários otimista e pessimista. A capacidade das pistas precisaria aumentar em 50% a 130% e o pátio de aeronaves em 410% a 620% - o que é impossível diante das limitações físicas do aeroporto. Em Guarulhos, seria preciso ampliar de 40% a 100% a capacidade do terminal e do pátio, enquanto as pistas precisariam de um reforço de 20%. Isso para trabalhar no limite, com 100% de ocupação ao longo do dia, todos os dias do ano. Logo, em horários de pico, a capacidade já estaria aquém da demanda. "Parte da demanda terá de ser transferida para outro aeroporto ou, simplesmente, terá de optar por outro meio de transporte", diz o estudo do ITA. Considerando que o setor aéreo tem exibido ganhos de eficiência e, nos últimos três anos, cresceu a taxas recordes - 3 a 4 vezes superior à expansão do Produto Interno Bruto (PIB) - cenários mais otimistas não podem ser descartados. Para este ano, a previsão é de um crescimento acima de 10%, ante 12,3% em 2006 e 19,4% em 2005. Os problemas nos aeroportos do Estado não afetam apenas paulistas. Como 34% do movimento de passageiros utiliza Congonhas ou Guarulhos como ponto de partida ou chegada, atrasos ou cancelamentos nos dois aeroportos afetam a malha aérea de todo o País. Apesar de os problemas vividos pelos passageiros de avião nos últimos meses terem tornado pública a fragilidade do sistema aeroportuário do País, os investimentos anunciados para os próximos anos estão aquém das previsões de demanda. O Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) prevê R$ 3 bilhões para 20 aeroportos até 2010, enquanto a necessidade do setor seria de R$ 7 bilhões, segundo a própria Infraero. O Estado de São Paulo deve receber pouco mais de R$ 1 bilhão. Entretanto, o PAC não contempla as principais obras apontadas por especialistas para dar conta da demanda nos próximos cinco a dez anos. São elas: a terceira pista para pousos e decolagens de Guarulhos e a ampliação de Viracopos, Campinas. Esta última só se justificaria com a construção de um trem-bala ligando o aeroporto à capital, projeto ainda em discussão. Há quem defenda a construção, para daqui a dez anos, de um terceiro aeroporto, mais próximo a capital.

O PAC contempla apenas a construção de um terceiro terminal de passageiros em Guarulhos, além de reformas e obras de modernização do sistema de pistas e pátios existentes em Guarulhos e Congonhas. Segundo o superintendente da regional Sudeste da Infraero, Edgar Brandão Junior, com essas obras e reformas, a infra-estrutura existente no Estado "estará bem servida" até 2010.

Para aumentar a capacidade do sistema, o estudo do ITA sugere melhorias operacionais e de infra-estrutura de curto e médio prazos. "A questão da construção ou não de um terceiro aeroporto deve começar a ser estudada já, para que, eventualmente, venha a ser construído dentro de dez anos", diz Pinto Alves. No entanto, argumenta, "se a construção se mostrar inviável, será preciso estimular a transferência de tráfego para aeroportos menores ou regionais". A adoção de políticas que interfiram na demanda - como transferência de tráfego de um aeroporto para outro e a cobrança de tarifas diferenciadas pelo uso de cada aeroporto - são consideradas pelos estudiosos do ITA como cruciais para redistribuir o tráfego. "A solução não depende apenas de vultosos recursos, mas de uma grande dose de engenhosidade", diz o estudo. A transferência de tráfego depende de portaria e vem sendo adotada com sucesso pela Infraero e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Foi o que aconteceu no Rio de Janeiro, com a transferência de vôos fora da Ponte Aérea do Santos Dumont para o Aeroporto Internacional Tom Jobim. A cobrança de tarifas aeroportuárias mais baratas das empresas aéreas para estimular a demanda em aeroportos subutilizados está totalmente descartada pela atual administração da Infraero. "Hoje não se discute política de diferenciação tarifária", declarou a estatal, por meio de sua assessoria.

Marta Suplicy dá outra bola fora: Ministra do Turismo Marta Suplicy (PT-SP) abriu de novo a boca para protagonizar mais um absurdo na última sexta-feira. Ao cumprimentar a atleta Eliete Cardoso dos Reis, da patinação, a ministra perguntou se ela era mãe da ginasta Daiane dos Santos.

- Não, por quê? indagou Eliete
Marta não vacilou em dizer a mais nova besteira:
- Porque vocês duas são moreninhas.
Eliete ficou irritadíssima e respondeu na lata para a ministra petista do "relaxa e goza":
- Moreninhas, não, ministra. Nós somos negras.

Há algum tempo atrás, esta moça ficaria calada, abaixaria a cabeça ou se sentiria muito orgulhosa porque uma Ministra lhe dirigiu a palavra. Hoje, não, ela responde a altura porque adquiriu força nos novos tempos e esta força se chama - Consciência, fruto das Ações Afirmativas de um povo.
Embora muito ainda há por se fazer, estamos no caminho certo.

Essa é a atleta que a Marta chamou de "moreninha"!
Nome completo: Eliete Cardoso dos Reis
Data de nascimento: 19/10/1983
Local de nascimento: Belém PA
Altura: 1,48m Peso: 52kg
Clube: AABB (Associação Atlética Banco do Brasil)


Como a nossa "Ministra" poderia imaginar que uma garota com 24 anos poderia ser mãe da Daiane, que tem 22. Isto até parece piada de "Loura Burra". Mas para infelicidade nossa é coisa séria. A idiotice deveria ter limites... Na verdade, pobre ministra, essa ilação que ela fez a partir do biotipo das moças é bastante justificável.

Nós também poderíamos perguntar à ministra se, por "parecença", ela não seria mãe do presidente, afinal, os dois são brancos, ela p... e ele filho de...
Será que não é?

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